Steven Johnson, um escritor americano, definiu, em seu livro
“Emergência, A dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares”, o
conceito de sistemas emergentes como uma interação entre diversos indivíduos
seguindo certas regras e leis locais, sem o reconhecimento de uma “força
maior”. Mas esta interação deve gerar algo relevante e construtivo, assim um
comportamento coletivo é criado.
Para melhor entendimento, Johnson compara este conceito há
um formigueiro. As formigas constroem o seu formigueiro sem seguir as ordens de
uma formiga-rainha, mas sim as suas hierarquias próprias. Esta organização é
conhecida como “bottom-up” (baixo-cima), que é o sistema em que a base obtém
sua organização própria, sem a necessidade de algo por fora. Ainda existe o
conceito de “Top-down” (cima-baixo) que está mais relacionado com as grandes
cidades já que existe uma ordem superior comandando a base (governo), embora
nelas o sistema “bottom-up” também está presente.

Exemplo para estes conceitos são os reality shows
encontrados em abundancia na televisão mundial. No Brasil, os mais conhecidos
são o Big Brother Brasil e a Fazenda. Ambos têm o mesmo objetivo, dar premio em
dinheiro para aquele que a população julga merecer, só que no caso de “A
Fazenda” os participantes são celebridades. Os sistemas emergentes, nesses
exemplos brasileiros, funcionam de maneira em que a liberdade que os participantes
têm de criar suas estratégias e atos perante o olhar das câmeras e do Brasil,
remetendo ao exemplo das formigas que constroem o formigueiro do jeito que
querem. Mas o “comandante” destes realities shows é a montagem do programa,
pois ela tem o poder de manipular todos os acontecimentos, assim os
participantes podem se tornarem os vilões ou mocinhos. Porém dentro da casa ou
fazenda, os participantes têm a total idéia de que estão certos e estão agindo
de forma coerente enquanto o Brasil vê um “roteiro” sendo feito pela direção do
programa.
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